O que esperar dos novos representantes políticos?

Estamos em um país onde, teoricamente, cada cidadão pode expressar seus direitos democráticos, seja na forma de se vestir, no time do coração, seus costumes e, também, manifestar seus direitos políticos. Onde, após as manifestações das DIRETAS JÁ, seja nossa maior conquista enquanto cidadão, escolher nossos representantes diretamente.
Mas estamos preparados para isso? Eu tenho dúvidas.
Neste ano, pela primeira vez, trabalhei como mesário voluntário para as eleições. Foi uma ótima experiência. Mas pude perceber dentro da seção onde trabalhei o quanto ainda existem pessoas despreparadas para a escolha de nossos representantes, e que ainda ,simplesmente, votam “por votar”. Pessoa que vão às urnas apenas para cumprir a obrigação eleitoral de uma campanha e não com o pensamento de exercer o seu direito de cidadão, onde irá escolher outras que, em tese, o representarão nas Assembléias Legislativas Estaduais, Federais, Senado, e principalmente na Presidência de nosso Brasil.
Políticos que ficarão quatro anos decidindo os rumos de nossa população. Tomando decisões importantes quanto aos interesses de nossa saúde, educação, moradia, economia, enfim, nossa vida enquanto povo brasileiro.
Mas o que esperar desses políticos? Como cobrar suas ações pelas promessas de campanha? Como exercer nossos direitos pós eleições? Essas perguntas irão martelar a consciência de muitos eleitores no próximo quatriênio. Eleitores que votaram pelas mudanças, pelas renovações em nosso cenário político e que confiaram em grandes líderes políticos, tais como, Geraldo Alckmin Governado de SP, Tarso genro do RS, Sérgio Cabral no RJ e Tiririca (SP), opa, Tiririca? Sim meus amigos o Humorista e Cantor (ao menos como é conhecido), fora eleito com nada menos que 1.353.820 votos para Deputado Federal em São Paulo. Para se ter idéia da expressão destes números basta saber que no estado de Mato Grosso do Sul temos uma população de 2.360.498 indivíduos aproximadamente, (IBGE 2009), sendo que deste total por volta de 1.7000.000 são considerados eleitores, 1.392.464 compareceram as urnas. Portanto, é como se quase todos os eleitores do MS votassem no Tiririca, ou tivessem TITIririCA na cabeça.
Tanto se fala de que nada se muda na política, que político é tudo igual, e coisas do tipo. Mas quais mudanças terão com um personagem como o Tiririca representando nossos interesses na Câmara Federal?
Em todo o país foram deixados de lado figuras marcantes nos tempos recentes do cenário federal como, a ex-candidata a presidente Heloisa Helena (PSOL-AL), Marco Maciel (DEM-PE), Tasso Jereissatti (PSDB-CE), Fernando Gabeira (PV-RJ), para elegerem algumas personalidades como Jean Wyllys (PSOL-RJ), O goleiro Danrlei (PTB-RS), a atriz Myriam Rios (PDT-RJ) e candidatura bem interessantes como os irmãos Kiko e Leandro do KLB (DEM-SP), o cantor e apresentador Netinho (PC do B-SP), Mulher Pêra (PTN-SP), Mulher Melão(PHS-RJ), Reginaldo Rossi (PDT-PE) entre outras que não convém mencionarmos aqui.
Porém uma coisa me deixa intrigado, seriam estas expressivas quantidades de votos uma forma de revolta política ou formas de protestos, ou será que tais candidatos realmente têm uma veia pública que não conhecemos e que podem simplesmente nos surpreender? De qualquer forma é no mínimo interessante que se elejam para cargos com tantas responsabilidades e que terão influencia não apenas sobre o futuro do estado que representa, mas de todo um país.
O voto realmente é uma arma pública que colocamos, muitas vezes, apontados para nós mesmos. Com tanta campanha para que o voto seja consciente e que se investigue o passado de nossos candidatos, que não se venda nosso futuro e outras tantas campanhas para que possamos ter bons representantes, ao menos na teoria. É no mínimo absurdo que muitas pessoas ainda decidam seus votos apenas no ultimo instante da votação ou que sequer se dêem ao trabalho de entender como funciona esta máquina a qual pertencemos. Absurdo é o mínimo deste cúmulo que é eleger aqueles que notoriamente nunca tiveram algum trabalho voltado para benefício da população e nada têm a acrescentar com projetos sociais e em alguns casos não têm qualquer bom exemplo de vida social. Talvez suas carreiras artísticas já não sejam suficientes para manter seus padrões de vida que buscam assim uma forma de terem um “garantido” no fim do mês. Se muitos da população reclamam que a política é uma palhaçada, agora elegeram ao menos um que de ofício original só sabe, ou tenta, fazer piada de tudo. Salve a democracia.

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