Saudades da geração coca-cola

Imagem: Reprodução web

A data era 18 de junho de 1988. O local, Brasília. A banda era Legião Urbana, uma das maiores
sensações da década de oitenta no rock brasileiro, famosa por suas letras políticas e pela grande eloquência do seu líder e vocalista, Renato Russo.

Para quem viveu as emoções daquela época, a Legião Urbana ainda se mantém como um ícone. “Que país é esse?” foi a canção-símbolo da autocrítica nacional em uma época de abertura política, saindo da ditadura. Sucessos como “Geração Coca-Cola”, “Tempo perdido”, “Pais e filhos”, “Será” e “Ainda é cedo” ainda são cantadas de cor pela galera de 30, 40 anos. “Faroeste caboclo” não, porque essa nem o Renato Russo sabia de cor. Completavam a formação mais clássica o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá.
O ídolo se foi. Morreu em 1996, no auge da depressão. Mas ficaram para a posteridade 8 álbuns de estúdio e mais 6 ao vivo. E muita saudade daqueles tempos em que a gente ainda acreditava em alguma coisa. Infelizmente isso começou a se quebrar naquela noite de 88, lá em Brasília.
Agora em épocas de “Sertanejo Universitário”, Forró Brega, Funk e outras coisas que a nossa música brasileira aprendeu a gostar. Nossos adolescentes e jovens passaram a ter novas referências em rock, essa nova geração da música brasileira, traz jovens de calças justas e coloridas, e conquistam uma legião de fãs com suas letras às vezes sem sentido e com poesias duvidosas.
Sem falar que ainda temos de suportar muitos carros com seus potentes autofalantes vomitando os Funks que apenas mancham o cenário musical com seus apelos sexuais e musicas em ritmo de bate-estacas, que ensurdecem e enlouquecem os que ouvem.
É complicado falar de gosto musical com quem diz que “isso sim é música”, por que faz dançar, por que o ritmo embala as festas e shows.
Que país é este que idolatra funkeiros e deixam nossas crianças a mercê de musicas apelativas? Isso me fez pensar e refletir e por isso escrevi o texto abaixo.
Que país é este? 
Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar, Eduardo e Mônica discutiam sobre a Geração Coca-cola, enquanto sentiam o Vento No Litoral, e falavam sobre este Teatro dos Vampiros, que ainda oprime os que neles acreditam. Parece até que os Índios ainda esperam o Descobrimento do Brasil e que este Teorema nos faz viver como as Plantas Embaixo do Aquário.
Nesta Metrópole que corre contra o Tempo Perdido eles ainda não viram que a Tempestade vai chegar.
Não é justo ver Clarisse chorando, pois acabara de viver uma Comédia Romântica e teve de acordar, já que aos Dezesseis, ainda não tinha entendido toda Perfeição que o futuro ainda lhe reserva. Eu sei que o Mundo Anda Tão Complicado, mas vejo Natália escrevendo coisas bonitas na calçada sobre os Meninos e Meninas radiantes de alegria ao ver os Soldados passarem, rumo a Central do Brasil enquanto os jovens manifestam sua liberdade protestando contra a Ordem dos Templários que insistem em cuidar mal desta nação.
Por Enquanto fico aqui te esperando, pois Quando Você Voltar visitaremos os lugares que não conhecemos e faremos caretas aos que não acreditam na Montanha Mágica que existem em cada um de nós. Lançaremos Metal Contra as Nuvens na esperança que acabe o Faroeste Caboclo nos morros e periferias. Deixando pra trás cenas de violências que Há Tempos inundam os noticiários. Vamos Fazer Um Filme disso tudo pra mostrar a novas gerações que Ainda é Cedo para se entregarem e mesmo pelo fato de que Hoje a Noite Não Tem Luar, não podemos deixar de lutar e mesmo Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto o Tédio não pode mais te acompanhar.
Depois do Começo Um Dia Perfeito virá e Os Anjos escreverão O Livro dos Dias mostrando que a Travessia do Eixão Será melhor e mais bonita. E em Uma Outra Estação os Pais e Filhos verão que A Fonte da felicidade vem Do Espírito e As Flores do Mal não podem impedir nossa felicidade.
E Hoje em Dia Como é que se Diz Eu Te Amo?

One thought on “Saudades da geração coca-cola

  • 24/11/2010 em 21:53
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    Show, show, show!
    Ozuna, de fato, hoje, "SE NOS DESSEM ESPELHOS,VERÍAMOS UM MUNDO DOENTE".
    Muito bom.

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