Para Refletir

Como ja disse a vocês algumas vezes este espaço é livre para que enviem suas publicações, textos, artigos enfim, este espaço é pra você amigo leitor.
Abaixo segue uma carta que uma amiga me encaminhou e trata da história de um amor de mãe, o mais puro de todos amores.
A reprodução foi feita na íntegra sem nenhuma edição, para preservar a essência. Realmente vale a reflexão.

PARA REFLETIR
O que você faria se soubesse que iria ver a pessoa querida pela ultima vez?
 Vou lhes contar o que eu faria.

     Existia na terra um menino chamado Erikson Joel,meu filho.
     Menino este que por negligencia médica, ficou em estado vegetativo, não falava, enxergava pouco, seus pés eram congênitos seu corpinho atrofiado por não poder se movimentar… Mas sua mente estava  em estado perfeito, se comunicava comigo pelo olhar e resmungava sons que com muito esforço emitia de seus pequenos lábios, seus olhos eram grandes e acesos pelo esforço de reconhecer sua mãe, olhos esses que apelidei de olhinhos de jabuticabas por serem brilhantes e negros.
     Erikson viveu totalmente dependente de mim, com seus cinco aninhos comia pela sonda, não sentindo o paladar e o gosto dos alimentos, fazia suas necessidades nas fraldas, enfim, ele dependia de sua mãe para tudo, e só ela o entendia numa conexão extrema, entre os dois olhares que se encontravam, e a mãe já sabia o que o filho queria, som resmungaste e os braços acolhedores dela o abraçavam, e arrancavam todo o medo e insegurança do filho indefeso. Erikson viveu seus longos cinco anos entre dor e sofrimento causados pelas seqüelas fatais.    “Eu não sabia que ele iria partir tão rápido naquela noite, me fazendo a imaginar hoje: há se eu soubesse!”   Erikson Joel deu entrada naquela noite no hospital, com febre alta e como de rotina eu iria para o hospital, certa de que iria ficar internada com ele mais ou menos um mês, depois voltaria para casa e tudo bem! Mas aquele dia foi diferente. Em meus braços aquecia seu corpo quente pela febre, eu cantava para ele se acalmar enquanto seus lábios sussurravam gemidos de dores. Ao dar entrada na sala de UTI meus braços não queriam deixá-lo, insisti para o doutor me deixar ficar com ele, mas ele me disse: “ Não pode mãe, este lugar é o único que você não pode acompanhá-lo”. Ao deitá-lo na cama nossos olhares pela última vez se cruzaram e num resmungar como se dissesse ADEUS MAMÃE! Mas eu naquele dia, único dia que eu não o entendi, disse: Já volto filho! Sem ao menos poder me despedir para sempre. Se eu soubesse que aquele dia seria a ultima vez que eu ouviria seu resmungar e olhar aqueles olhinhos de jabuticaba, eu iria abraçá-lo longamente, olhar profundamente em seus olhos negros e dizer apenas no olhar o quanto e o amava e mesmo sem ele entender o que eu diria, iria sussurrar em seus ouvidinhos: Mamãe te ama! E ficar ao seu lado até seus olhinhos se fecharem para sempre, sempre na certeza que nada que eu fizesse, gritasse ou brigasse, iria evitar sua partida. Pois esta é a única certeza que temos quando nascemos, que um dia iremos morrer.     
      Hoje eu vivo cada dia como se fosse o último, vivo intensamente e dizendo a todos que  me cercam o  quanto eu os amo muito, sem ódio e sem rancor. É bom que vivamos assim, em harmonia e fé em Deus.

  “Ame e diga a quem você ama, o quanto ele é importante para você, pois a vida é tão curta quanto o amanhecer, num instante se vai!”


Rosimeire G. Freitas

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