Corpos marcados – A tatuagem

A tatuagem já foi usada para identificar bandidos e enfeitar poderosos; para juntar tribos e afugentar inimigos; para mostrar preferências e esconder imperfeições. O que não mudou quase nada foi a técnica de aplicação de tinta na pele. Passados mais de 4 mil anos, ela ainda é feita por meio de agulhas que perfuram a derme. Perseguida em vários momentos da história, a prática foi banida por decreto papal no século 8 e na Nova York do século 20. Apesar disso, é difícil encontrar quem nunca tenha pensado em fazer uma.

O Papolivre.net entrevistou essa semana Nana Almeida, de Campo Grande, que está no início da profissão de tatuadora, mas que vem conquistando seu espaço neste ambiente majoritariamente masculino.
Nana Almeida, hoje com 20 anos,  cursava Letras quando adolescente e, ainda, com 17 anos ja dava aulas de língua portuguesa quando, conversando com amigos do ramo, resolveu largar tudo e começar a trabalhar em uma galeria em Campo Grande, seu amigo André lhe indicou o que seria seu pontapé inicial no Estúdio Canela na Galeria D. Neta, foi contratada de imediato e assim começava seu novo caminho profissional.
Depois de aproximadamente cinco meses trabalhando com Body Piercing, resolveu mudar novamente, por entender que ainda faltava algo pra lhe completar. Surge então sua nova paixão, tendo como primeira influência o body piercing  Rafael Paglianirini que lhe deu uma nova oportunidade, e ali, por intermédio do Rafael, ela poderia, também, trabalhar com o tatuador Thom Rech, o qual demonstra total admiração. Thom também foi a pessoa que lhe ensinou a desenhar e a demonstrar a árdua vida de quem quer iniciar na área. Nana fazia o serviço geral do estúdio, desde a limpeza dos equipamentos a preparação do ambiente para a realização do trabalho de Thom. Mas a recompensa enfim chegou, quando surgiu a primeira oportunidade de finalmente pegar na máquina para tatuar alguém. Nascia a paixão pela profissão de tatuadora.
Foto: Fabio Ozuna

Até então, para pegar firmeza na mão e adquirir destreza, Nana só tatuava pele de porco e laranjas. Eis que aparece o primeiro amigo, corajoso suficiente, para se deixar ser tatuado. Mesmo com nervosismo e, apesar do trabalho que parecia simples durar mais de duas horas, ela fez a sua primeira tatuagem no calcanhar do seu amigo. Em meio a risadas contava que não gostou do resultado, e que, por sorte, a tatuagem acabou desbotando totalmente em uma semana. Depois disso não parou mais, hoje tem seu próprio atelier e lembra com carinho de todos que a ajudaram chegar até aqui.

Nana tem 25 tatuagens pelo corpo, das quais 3 foram feitas por ela mesma, diz que sofre um certo preconceito por conta dos desenhos, mas,diz que ja se acostumou a isso. Conta também o orgulho que sua mãe tem pelo seu trabalho, ela que é sua maior incentivadora hoje e que conta com orgulho sobre a profissão da filha. Diz ainda que seu público é muito variado e sonha seguir o estilo Old School em suas tatuagens, o mesmo de seus maiores ídolos na área aqui em Campo Grande, Thom Rech, que sonha “ser igual a ele quando crescer”,  e Liuana, a qual diz ja poder conhecer o trabalho de longe e a quem tem paixão total pelo seu profissionalismo.
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Agora se quer ser tatuado pela Nana Almeida mande sua mensagem aqui para o Papolivre.net e tenha mais informações.

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